OMS - Mulheres no contexto da microcefalia e doença pelo vírus Zika


A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou em 10 de fevereiro uma série de informações úteis para o público feminino que compartilho abaixo em português, pois não há tradução para o nosso idioma no site da OMS. Veja o vídeo com legenda. Está muito bom!





As gestantes devem se preocupar com a doença pelo vírus Zika?


Embora os sintomas associados à infecção pelo vírus sejam geralmente leves, uma possível associação entre o aumento no número de casos de Zika e de microcefalia tem sido observada no Brasil, desde 2015. 


O que é microcefalia?


Microcefalia é uma condição onde um bebê nasce com a cabeça pequena ou a cabeça não desenvolve de acordo com a idade e sexo, após o nascimento. Microcefalia é uma condição rara, um bebê em milhares de nascimento poderá apresentar esse defeito de nascença. Se essa condição for combinada com desenvolvimento anormal do cérebro, o bebê com microcefalia poderá apresentar deficiência no desenvolvimento neurológico ou motor. 

A maneira mais confiável para avaliar se um bebê tem microcefalia é a partir da medida do perímetro cefálico com 24 horas após o nascimento e comparar essa medida com os padrões de referência da OMS, mas é preciso continuar a medir a taxa de crescimento da cabeça na primeira infância. 


O que uma gestante deve fazer se for infectada pelo vírus Zika?


A gestante deve seguir realizar as consultas pré-natais regularmente e seguir as orientações do médico responsável. 


As mulheres podem transmitir o vírus Zika para o feto durante a gravidez ou parto?


A infecção pelo vírus Zika que ocorra próxima ao final da gestação pode, potencialmente, transmitir o vírus para o bebê durante o parto. No entanto, não há nenhuma evidência comprovada de que tenha ocorrido, até o momento. É importante que as gestantes em geral, incluindo aquelas que desenvolvem sintomas de infecção pelo vírus Zika, devem procurar o seu médico para acompanhar de perto a gestação. 


Mães com infecção pelo vírus Zika podem amamentar o bebê?


Apesar do vírus Zika ter sido detectado no leite materno, não há nenhuma evidência de que o vírus tenha sido transmitido ao bebê e que esse tenha desenvolvido a doença por esse mecanismo. As recomendações atuais de amamentação permanecem válidas e vigentes, reiterando a necessidade de garantir a amamentação exclusiva nos primeiros 6 meses de vida. 


O que as mulheres devem fazer se eles desejam adiar a gravidez porque se preocupam com microcefalia?

  • A decisão de engravidar ou não é pessoal, com base na informação completa e acesso a serviços de saúde acessíveis e de qualidade; 
  • As mulheres devem ter garantido o acesso a uma gama completa de opções de contraceptivos. As opções devem incluir contraceptivos de ação curta, ação prolongada e métodos permanentes para atender às preferências e necessidades individuais das mulheres. Eles incluem o diafragma, preservativo masculino, preservativo feminino, espuma espermicida, esponjas etc.
  • Não há restrição de uso de quaisquer métodos anticoncepcionais hormonais ou de barreira em mulheres ou adolescentes em risco de infecção pelo vírus Zika, mulheres com diagnóstico de infecção pelo vírus Zika ou mulheres que estejam sob acompanhamento médico por causa da infecção pelo vírus Zika.




        O que a gestante deve saber caso pense em interromper a gestação, devido ao medo de gerar uma criança com microcefalia?


        • A maioria das mulheres, mesmo em áreas afetadas pelo vírus Zika, darão a luz a crianças absolutamente normais; 
        • A ultra-sonografia precoce não tem capacidade de prever com segurança microcefalia, exceto em casos extremos;
        • No âmbito da lei, as mulheres que desejam interromper a gravidez devem ter acesso a serviços de aborto seguro. Para isso, devem consultar o médico para obter informações precisas e corretas sobre o procedimento e seus riscos. 
        • Em países com acesso restrito e/ou disponibilidade limitada de aborto seguro, as mulheres devem receber informações precisas e aconselhamento sobre as suas opções, incluindo informações sobre como reduzir os danos do aborto inseguro e acesso ao tratamento para complicações posteriores.